Por mudanças radicais

Cenário mundial
Cenário brasileiro
Propostas de mudanças

Breve apresentação
Sem muitas e meias palavras, hoje, 2005, século 21,
o mundo precisa de mudanças radicais
o Brasil precisa de mudanças radicais
A nossa tese, curta, grossa e direta, tem como objetivo mexer com a situação dramática em que vive a grande massa no mundo e no Brasil. Começando pelo mundo, nossa análise e nossas propostas caminham na seguinte direção:

1. Cenário mundial
O sistema capitalista globalizado neoliberal campeia pelo mundo e está impondo aos mais de 6 bilhões de pessoas uma profunda desigualdade, jamais vista na história da humanidade. A desigualdade se traduz nas palavras como: miséria, pobreza, fome, doenças, desemprego, violência, exclusão econômica, política e social da grande massa da população mundial.
Apenas para exemplificar:

> 3 bilhões de pessoas no mundo vivem hoje com apenas 2 dólares por dia.
> mais de 1 bilhão de trabalhadores no mundo estão desempregados ou sub-empregados.
> 50 milhões de brasileiros vivem na pobreza.
> 50 mil pessoas morrem por dia por causa da miséria no mundo.
> 2 milhões de pessoas morrem por ano de AIDS na ??frica.
> 1 criança morre a cada 3 segundos, por causa da pobreza no mundo.
> 1 trilhão de dólares é o que os países mais ricos gastam todo o ano para fazer guerras.
> 1 trilhão de dólares é o faturamento anual das dez maiores multinacionais do planeta.

Conclusão: este cenário mundial da desigualdade faz com que os ricos fiquem cada vez mais ricos e os pobres fiquem cada vez mais pobres. E, para rir da nossa cara, no início deste mês de julho, os 8 países mais ricos (G-8) reúnem-se na Escócia, dizendo que estão preocupados com o aumento da miséria da humanidade e que vão discutir a liberação de alguns trocados para acalmar os ânimos dos miseráveis. No local da reunião, já colocaram mais de dez mil soldados, armados até os dentes, para proteger os grandes líderes da desigualdade e da desgraça humana. Mas também é muito bom dizer e constatar que aproximadamente 1 milhão de pessoas pelo mundo afora marcou presença e protestou, nos últimos dias, exigindo mudanças de rumo no planeta. Movimentos sociais anti-globalização aumentam a cada mês e a cada dia que passa. A massa humana quer mudanças radicais.

Para finalizar: na América Latina, nos últimos anos, os movimentos sociais já derrubaram diversos presidentes. Motivo: ou porque são contra os interesses populares ou porque traíram o povo, ou seja, prometeram mudanças e nada fizeram.

2. Cenário brasileiro
No período de 8 anos de governo de FHC, a desigualdade, a pobreza, o desemprego, a exclusão social, a repressão sobre os movimentos sociais, as privatizações, a compra de votos, a corrupção, massacraram a população.

Em 2002, veio a onda da “ESPERANÇA???. O povo – ou, 53 milhões votaram por mudanças. Lula subiu a rampa do Planalto. O povo gritou: “Agora, vamos governar! Ele é dos nossos???. Agora vai! Agora chegou a hora das mudanças que o povo da cidade e do campo tanto esperaram!???

Dois anos e meio se passaram e o povão continua a ver navios. Mudanças populares? Que nada! Os velhos donos do poder, que perderam as eleições, fizeram uma operação de invasão do Planalto: invadiram os ministérios, trocaram de partido, negociando seu voto por cargos, mesadas, informações privilegiadas, tráfico de influências, quando não tráfico de drogas e armas, etc.

E vamos ser mais claros: a porteira foi aberta por quem estava de plantão no Planalto. Tudo em nome da governabilidade.

E o poder popular da “ESPERANÇA???, diria o porta-voz do Planalto, que espere mais um pouco! Resumo: as forças do mercado continuaram a governar e a mandar no país. E, para coroar a invasão do Planalto, a lama chegou, a corrupção se espalhou e agora estourou. É o que estamos vendo neste momento. Satisfazer os interesses do mercado, juntar-se a partidos de direita – só podia dar nisso.

Em contraposição, os movimentos sociais estão em estado de alerta e em processo permanente de mobilização. Não há outra saída duradoura: grandes mobilizações dos movimentos sociais recolocarão em pauta a “ESPERANÇA??? popular. O comando deve estar nas mãos dos que estão na “planície??? e não nas mãos dos que estão no “planalto???. É nisso que nós, socialistas, devemos apostar.

Acreditamos, como socialistas, que mudanças significativas só vão ocorrer sob pressão popular. Temos a certeza de que nossa contribuição deve ser direcionada para as seguintes áreas das políticas públicas: a) saúde; b) educação; c) moradia; d) transporte coletivo; e) emprego; f) segurança; g) infra-estrutura e saneamento; h) cultura e lazer; i) orçamento participativo; j) conselhos populares.

3. Nossas propostas
Em toda nossa ação política devemos ampliar a visão de combate e conjugar esforços no ataque aos problemas amplos, mundiais, brasileiros. Dentro desta perspectiva, propomos como meta de trabalho e engajamento político:

a) dar combate sistemático ao capitalismo neoliberal, unindo nossas forças aos movimentos, ações e organizações anti-globalização;

b) combater a política econômica neoliberal continuísta do governo Lula, exigindo uma reorientação do modelo econômico em direção aos interesses populares da cidade e do campo, e não aos interesses do mercado. Combater a corrupção e exigir uma condenação pesada aos corruptos, seja econômica (desapropriação total dos bens econômicos), seja política (cassação sumária e definitiva), seja penal (condenação máxima e sem privilégios). Finalmente, dar combate ? s alianças com setores de direita.

c) fortalecer os movimentos sociais em todas as áreas e níveis, participando e solidarizando-se com suas lutas. Defendemos a autonomia e independência dos movimentos sociais. Não podemos atrelar os movimentos nem a partidos, nem a governos e, menos ainda, a projetos políticos individualistas ou de grupos.

d) continuar combatendo todas as posições claramente autoritárias dentro de todas as formas organizativas populares (movimentos populares, sindicatos, partidos políticos, administrações populares, conselhos populares, etc.). Queremos avançar na democracia e na construção da igualdade entre nós, pois só assim vamos contribuir para uma sociedade de igualdade para toda a humanidade.

Julho de 2005 – Valdo e Yara

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