Missa da classe oprimida



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Se você aceita ser oprimido,
não reze esta Missa.

uma reza que ainda não pode ser rezada

um canto que ainda não pode ser cantado

autor: um bairro operário

brasil – 1976

INTRODUÇÃO

1. POR QUE MISSA DA CLASSE OPRIMIDA?
Você pode ter uma resposta, através de outras perguntas:
por acaso, o lobo e o cordeiro podem comer na mesma mesa?
por acaso, os homens são, agora, iguais?
por acaso, os pés de alguns não estão pisando sobre o pescoço de muitos?
por acaso, não existe uma classe de opressores e uma classe de oprimidos?
por acaso, Deus será tão insensato a ponto de não per­ceber essa diferença?

2. POR QUE UMA REZA QUE AINDA NÃO PODE SER REZADA?
Você terá também uma resposta, através de outra pergunta:
por acaso, opressores e oprimidos podem rezar juntos?
por acaso, Deus pode suportar esta mentira?
por acaso, será Deus tão absurdo a ponto de não fazer diferença entre a reza da mão que esmaga e a da mão que é esmagada?
por acaso, é possível invocar Deus com mãos cheias de sangue?
por acaso, o oprimido pode clamar por Deus quando lhe é roubada toda força e voz?
por acaso, o altar de Deus pode ser um lugar de mentiras?

3. POR QUE UM CANTO QUE AINDA NÃO PODE SER CANTADO?
Você ainda terá uma resposta por mais estas perguntas:
por acaso, o canto não é alegria? E onde está tua ale­gria, classe oprimida?
por acaso, depois de tanta espoliação restará ainda algum filete de voz para o canto?
Sim, hoje meu canto é uma revolta.
Sim, estamos ensaiando para cantar um canto geral. E este canto ainda será cantado.

4. POR QUE “SE VOCÊ ACEITA SER OPRIMIDQ, NÃO REZE ESTA MISSA”?
Outra vez, você receberá uma resposta com outras perguntas:
por acaso, os oprimidos que aceitam sua situação não es­tão traindo seus companheiros e mentindo para Deus?
por acaso, você também busca um Deus que oprime?
por acaso, Cristo parou na cruz, na sexta-feira Santa, na Paixão? Não rompeu ele com a situação que quis sua destruição?
por acaso, o próprio Deus não mandou que você buscasse a justiça primeiro e, só depois, viesse fazer tua reza?
Se você aceita ser oprimido, vai antes, reúna-te com teus companheiros, luta contra a opressão. Só depois, vem e faça tua oração. Isto será a tua conversão.

5. Nascimento, o novo, esperança, ossos secos, vida e morte, opressores e oprimidos, libertação, luta, classes, violência, amigos e inimigos, bemaventurados e malditos, é o que você vai encontrar nesta missa da classe oprimida, Esta missa é uma história de cruz, uma história de paixão, uma história de opressão, uma história de libertação. Outra missa que não essa, é certamente uma grande mentira. A fonte que fez nascer esta missa foi por um lado, a posição que o “rosto de Deus” e seus líderes tomaram na história bíblica do antigo e novo testamento; e, por outro lado7 a situação em que vive a classe oprimida de hoje. Ontem, foram Moisés e seu povo escravo, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Amós, Naun, Oséias? Miquéias, Jó, Eclesiastes, Sabedoria, Eclesiástico, Provérbios, Salmos, Cristo, Mateus, Marcos , Lucas, João, Pedro, Paulo, Estevão, Silas e tantos outros. Hoje, é a classe oprimida que se chama operários, bóias-frias, posseiros e tantos outros.

6. A concepção teológica que dá suporte à missa da classe oprimida é,em breves traços, a seguinte:
a) A história dos homens é um confronto permanente entre o-opressores e oprimidos, entre a morte e a vida. Não só as ciências sociais e humanas (ao menos, as teses mais lúcidas) nos demonstram que isto é verdade, como ainda o próprio: pensamento bíblico. Se analisarmos a história da humanidade, à luz das ciências sociais e humanas, veremos que ela é, de fato, uma história de contradições, de an­tagonismos, de conflitos e, em suma, uma história de verdadeira luta de classes entre agrupamentos humanos que se opõem, dadas as posições que ocupam dentro da própria dinâmica fundamental da sociedade. Daqui, a necessidade de um instrumental de análise sociológico que dê conta desta dinâmica fundamental, quer ao nível estrutural, quer ao nível conjuntural, no tempo e no espaço. Se ana­lisarmos esta mesma história da humanidade sob o ponto de vista teológico, veremos que ela é essencialmente uma história de vida e morte. É uma luta apocalíptica que perpassa as relações entre os agrupamentos humanos e que deixa necessariamente marcas. Daqui, a necessidade de encontrarmos um instrumental de análise teológico que corresponda a esta dialética de vida e morte.
A dupla perspectiva analítica: – sociológica e teológica – (abordagens estas que não podem ser feitas nem uma antes do que a outra, nem paralelamente, nem uma dando conta de um tipo de fenômeno e outra dando conta de outro tipo, mas que devem embrenhar-se de uma forma convergente, simultânea e concomitante, porque não existem duas histórias, não existe uma relação com Deus e uma com os homens. Ou Deus existe nestas contradições, nesta dialética de vida e morte, ou ele não existe) nos convence de que precisamos partir de alguns pressupostos básicos que talvez poderiam, parece-me, ser formulados pelas oposições fundamentais que produzem a própria história:
a)- opressão-oprimidos.
b)- vida—morte.

O confronto permanente entre opressores e oprimidos po­de ser colocado dentro de uma concepção mais ampla que é a da própria experiência histórica dos homens e até mesmo trans-histórica: o reino da vida e o reino da morte. O primeiro pode ser expresso como a busca permanen­te daquilo que historicamente torna a experiência huma­na ressuscitada e liberta. É uma opção decidida pela vida, projeto original do homem. Dentro disto, será desenvolvida uma tríplice temática: a)- o reino de Deus, enquanto ele significa VIDA da classe oprimida; b)- a ressurreição, enquanto ela significa libertação radical da classe oprimida na história concreta em que ela está inserida e na trans-história; c)- as bemaventuranças, enquanto significam o critério, o parâmetro fundamental, que distingue e julga histórica e trans-historicamente os que pertencem ao reino dos vivos, dos escolhidos, e os que pertencem ao reino dos mortos, dos banidos.
O segundo (reino da morte) pode ser expresso como a situação histórica e trans-histórica do homem que o des­via do seu projeto original, que é a vida. É uma situa­ção de escravidão, de opressão, de destruição dos si­nais de vida. É uma opção pelo que aniquila a experiência humana na sua originalidade. Dentro desta perspec­tiva, será desenvolvida uma temática também numa trí­plice direção: a)- a morte, enquanto significa aniquilamento da classe oprimida; b)- a opressão, enquanto se define como a forma concreta de produzir a morte da classe oprimida; c)- o pecado, enquanto significa, por um lado, a aceitação do reino da morte por parte da classe oprimida e, por outro, a implantação da opres­são por parte dos que produzem, alimentam e mantêm es­te reino. Esta contradição fundamental deve ser encarada como uma luta permanente que se trava entre as classes (e dentro das classes) que se definem pela produ­ção, legitimação e perpetuação da vida e/ou da morte.
POR QUE VIDA-MORTE? Porque aqui, parece-nos, reside o coração de uma antropologia da totalidade da experiên­cia humana, quer histórica, quer trans-histórica. Por­que aqui, parece-nos, reside o veio fundamental da con­tribuição do cristianismo. Não pelo fato de que isto seja específico do cristianismo, mas porque isto foi privilegiado como o nó vital da história e da trans-história. Coloca-se aqui a necessidade de se pesquisar a temática VIDA-MORTE na perspectiva cristã. Trata-se de tentar penetrar nos dois pólos norteadores do pensamento e da praxis cristã: O REINO DA VIDA E O REINO DA MORTE. Esta é a tentativa que será feita na Missa da Classe Oprimida.
b) A teologia como esforço parcial do pensamento humano não deve produzir nem uma TEOLOGIA DA OPRESSÃO, nem uma TEOLOGIA DOS OPRIMIDOS, mas, sim, uma TEOLOGIA DOS LIBERTOS.

– Nem uma teologia da opressão: nós não podemos estar com a opressão porque isto significa ser anti-histórico, ser um desvio histórico, ser morte, anti-Deus, anti-Cristo. Quem está do lado e a serviço da opressão, legitima e perpetua a dominação, a morte, a exploração. Que a salvação veio para todos é verdade, mas para “todos” os que se “convertem”. Ora, a opressão, ou melhor falando, a classe que produz, sustenta,- legitima e perpetua a opressão rejeita a salvação. Por isso, essa. classe já está julgada na história e continuará julgada na trans-história. Esse julgamento só poderá ser levantado quando houver uma mudança de posição, ou seja, só haverá salvação para esta classe se houver conversão. E esta conversão exige que a classe deixe de existir. Se isto não acontecer, não existe o fato novo. E se alguma teologia estiver se mantendo neste estado de coisas e sustentando-o, ela está do lado da opressão.
Ai de vós, então, doutores da lei!

— Nem uma teologia dos oprimidos: fazer-se um oprimido é uma péssima vocação. Tomar a classe oprimida como a eleita de Deus pode ser um engano. Não é porque um operário ou um camponês é oprimido que ele é imediatamente um eleito. Seria esquecer, por exemplo, que a ideologia dominante penetra na classe dos oprimidos. Dentro da classe oprimida podemos encontrar duas posições que se aproximam muito mais da opressão do que de sua situação de oprimida: a)- um operário ou um camponês pode estar aceitando a sua situação de oprimido e justificando-a em nome do “sofrimento que redime”, em nome de “Deus quer assim”, em nome de uma “expiação de seus pecados”, em nome de sua própria impotência diante do poder maior: “os poderosos estão sempre por cima”, “tudo está do lado deles”; b)- um operário ou um camponês pode estar lutando mas para chegar a uma posição liberal-burguesa. Seu ideal de vida para si e para sua família, e para seus descendentes, em quase nada difere daquele do grande industrial ou daquele do grande proprietário. Estes seriam os oprimidos não convertidos=morte. Ora, fazer uma teologia e uma pastoral desse e para esse tipo de oprimido nada mais seria do que explorar no próprio dominado aquilo que é um vício da opressão. Portanto, estar no “meio dos oprimidos” não é o bastante. Trata-se de ver de que modo nós estamos. Aqui vale oportunamente lembrar a atitude de Moisós e dos Profetas quando se insurgiam contra aqueles que queriam voltar à sua situação de escravos.

Uma teologia dos libertos: o. que resta então fazer? Res­ta fazer uma teologia dos libertos. Para isto, resta en­tão, por um lado, opor-nos à opressão, opor-nos aos oprimidos que “aceitam a. situação” e aos que assumem a posi­ção “liberal-burguesa”. Por outro lado, resta estar junto com os oprimidos que trilham o caminho dos libertos. A estes últimos podemos chamar de “os eleitos do Deus Vivo”, “os que têm futuro”, “os que possuem uma proposição histórica”, “os que têm um alcance escatológico”. Isto porque tais oprimidos: a)-não aceitam a sua situação de oprimidos; b)- não optam por um ideal que é da classe opressora; c)- buscam construir uma história de libertos. Estes seriam os oprimidos libertos=vida. Se os teólogos e pastores estiverem produzindo esta teologia, a partir da classe oprimida, em palavra e em ato, estarão certamente nos rumos da história, do futuro, dos libertos, da vida. A Missa da Classe Oprimida é uma pequena tentativa nessa direção.

7. Como vocês vão ver, o Tempo de Natal, o Tempo de Páscoa e o Tempo do Espírito Santo- serão os três marcos da Missa da Classe Oprimida. O nascimento, a ressurreição e o fogo do Espírito Santo foram celebrados todos os domingos no bair­ro operário. Esses três tempos correspondem às celebrações básicas do próprio cristianismo e giraram em torno de três temáticas fundamentais: Reino de Deus, Morte e Ressurreição e Bemaventuranças. O desdobramento destas temáticas em vá­rios itens poderá ser encontrado, de forma resumida, no índice*

8. Além do conjunto litúrgico dominical para os três tempos, vocês encontrarão, na quarta e quinta partes,algumas liturgias especiais:
– Liturgia do Natal, da Páscoa e de Pentecostes, que foram celebradas nas respectivas festas;
– Liturgia da Sexta-Feira Santa que foi celebrada em forma de encenação teatral, representando os principais momentos da morte e ressurreição de Cristo. A produção do ro­teiro, a escolha dos locais da encenação, a escolha dos atores, a indumentária, etc., foram feitas pelos próprios operários do pairro com o apoio e assessoramento de al­guns teólogos.
– Liturgia do 1º de Maio, que foi celebrada no domingo mais próximo ao da comemoração; —
– Liturgia da Primeira Comunhão dos Oprimidos, que foi celebrada por ocasião da primeira comunhão;
– Confissão Coletiva da Classe Oprimida, que foi cele­brada nos três acontecimentos centrais do Crístianismo: Natal, Páscoa e Pentecostes;
– A Oração da Comunhão, que seguiu sempre logo depois da “liturgia da palavra”;
– Cantos da Classe Oprimida, produzidos junto com os operários, que sempre foram cantados nas celebrações dominicais.

9. METODOLOGIA USADA:
a – feitura do texto litúrgico durante a semana;
b – durante a missa, distribuição do folheto para os presentes;
c – leitura dos textos do folheto, feita pelos próprios operários;
d – pregação com base no folheto do dia (a pregação é feita em forma dialogada e, muitas vezes, pelos próprios operários);
e – segue-se a “Oração da Comunhão”;
f – os cantos são cantados no decorrer da missa;
g- A Missa da Classe Oprimida serve de texto-base para a catequese e cursinho de batismo;
h – a forma que é dada aos folhetos (gráficos, flechas, disposição dos textos, disposição das frases, forma literária utilizada, as perguntas “para a gente pen­sar”, etc.), não é algo gratuito ou apenas para enfeitar o texto. Tudo tem uma finalidade já estudada: a melhor compreensão da mensagem por parte do público específico a que se dirige. Esta forma passou por várias modificações, sendo a aqui apresentada aquela que deu melhores resultados. Contudo, esta metodolo­gia é apenas instrumental, passível, portanto, de modificações de acordo com as situações específicas.

10. Afinal, quem fez esta Missa da Classe Oprimida? Nomear um único autor seria, no mínimo, uma apropriação indébita; e tentar citar todos os autores significaria preencher muitas páginas. Daí, ser seu autor: UM BAIRRO OPERÁRIO. Ela foi nascida e criada num bairro operário. De seu nascimento e criação participaram operários de di­versas categorias (operários de fábrica, de construção, do comércio, de serviços, domésticas), crianças, fi­lhos de oprimidos, e teólogos. Esta missa foi rezada com muito custo e por poucos oprimidos. E esses poucos a rezaram com muita força, mesmo sabendo que ainda não poderia ser rezada. Assim que, operários oprimidos, filhos de oprimidos, companheiros dos oprimidos, foram tecendo a sua oração. Foram criando o seu canto. Foram ensaiando com seus conpanheiros e com Deus a sua libertação. E o ensaio continua. E como esta é uma oração aberta para a classe oprimida, muitos outros podem ensaiar. É preciso ensaiar. Ensaiar até o dia em que as cortinas do palco sejam rasgadas de cima abaixo. Até o dia em que uma grande, nova, forte, total e unida figura coletiva se faça presente e mude todo o cenário. E então, neste dia, será rezada a reza que ainda não podia ser rezada. Será cantado o canto que ainda não podia ser cantado.
……

OS RUMOS DESTA MISSA

“Debaixo do sol, observei ainda o seguinte:
a injustiça ocupa o lugar do direito
e a opressão ocupa o lugar da justiça.”
Eclesiastes 3,16

“Sim, hoje minha queixa é uma revolta.”
Jó 23,2

“Não pensem que eu vim trazer a paz sobre a terra.
Vim trazer não a paz, mas a espada.”
Mateus 10,34

“Vós, opressores, chorai e gemei por causa das
desgraças que sobre vós virão.
Eis que o salário que roubastes aos trabalha­dores
que ceifavam os vossos campos, clama,
e seus gritos de ceifadores chegaram aos ouvidos
do Senhor dos Exércitos„”
Tiago 5, 1;4

“Quem não está do nosso lado,
está contra nós.”
Lucas 9,50; 11,23

“Vai chegar tempo em que não mais se construirá
para que outro se instale;
Vai chegar tempo em que não mais se plantará
para que outro se alimente.”
Isaías 65,22

ÍNDICE
Introdução
Os rumos desta Missa

PARTE I:
TEMPO DE NATAL (REINO DE DEUS)
1. O Reino da Morte: um exemplo de exploração universal
2. O Reino dos Vivos e Libertos
3. O anúncio da libertação
4. A conversão é o sinal dos libertos
5. Eu vim trazer o fogo e a espada, não a paz
6. A missão do Profeta e a missão da classe oprimida
7. Os verdadeiros profetas e os falsos profetas
8. A possibilidade da conversão
9. O pecado da classe oprimida
10. O verdadeiro jejum da classe oprimida: buscar a justiça
11. Canto de vitória dos libertos
12. O destino dos opressores. O destino dos libertos
13. O anúncio da Cidade dos Libertos
14. Ontem, a opressão matou Jesus Cristo. Hoje, a opressão
está matando os oprimidos

PARTE II
TEMPO DE PÁSCOA (MORTE E RESSURREIÇÃO)
15. O monte de ossos secos que viveu outra vez
16. Ou reviver, ou ser cortado e jogado fora
17. A cruz dos opressores e a cruz dos oprimidos
18. Os opressores carregam a cruz junto com os opressores.
Os oprimidos carregam a cruz junto com os oprimidos
19. O amigo, o companheiro, traz a libertação. O inimigo,
o opressor, traz a traição
20. Oração de esperança dos oprimidos
21. Uma história de opressão e uma história de libertação-I
22. Uma história de opressão e uma história de libertação-II
23. Uma história de opressão e uma história de libertação-III
24. Ontem, a libertação do povo de Moisés. Hoje, a libertação
da classe oprimida
25. Os profetas e seu povo também lutaram pela libertação
26. Os companheiros de Jesus também lutaram pela libertação

PARTE III:

TEMPO DO ESPÍRITO SANTO (BEMAVENTURANÇAS)

27. Bemaventurados são vocês, os pobres
28. Bemaventurados são vocês que têm fome e sede de justiça
29. Bemaventurados são vocês que agora choram
30. Bemaventurados são vocês que tratam os outros com misericórdia (I)
31. Bemaventurados são vocês que tratam os outros com misericórdia (II)
32. Bemaventurados são vocês que têm um coração puro (I)
33. Bemaventurados são vocês que têm um coração puro (II)
34. Bemaventurados são vocês que procuram a verdadeira paz
35. Bemaventurados são vocês que sofrem perseguições, calúnias e injustiças
36. Ai de vocês, opressores! (I)
37. Ai de vocês, opressores! (II)
38. Ai de vocês, opressores! (III)
39. Ai de vocês, opressores! (IV)
40. Amai vossos inimigos (I)
41. Amai vossos inimigos (II)
42. Canto do amor aos inimigos (I)
43. Canto do amor aos inimigos (II)
44. Canto da classe oprimida
45. O confronto de dois mundos
46. A grande convocação
47. Liturgia da fome (I)
48. Liturgia da fome (II)
49. Queremos vida e não a morte
50. A Grande Prostituta: a classe opressora

PARTE IV:

LITURGIAS ESPECIAIS

1- Natal: Convocação da classe oprimida para construir uma
nova Cidade
2. Páscoa: História da opressão e da libertação
3. Espírito Santo: Bemaventuranças
4. Sexta-Feira Santa: Paixão de Cristo ao vivo num bairro operário
5. Dia 1º de Maio: Missa do 1º de Maio
6. Missa da Primeira Comunhão dos Oprimidos
7. Confissão coletiva da classe oprimida
8. Oração da Comunhão

PARTE V:

CANTOS DA CLASSE OPRIMIDA

1. Queremos Vida e não a Morte
2. Ladainha da História da Libertação
3. Canto do Amor aos Inimigos
4. Canto da Classe Oprimida
5. O Filho do Carpinteiro
6. Bemaventuranças

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Uma resposta para Missa da classe oprimida

  1. FRANCISDO DIRCEU BISSACOTTI disse:

    LI. REFLETI E SENTI. Nós, os egressos do Vale Vêneto temos sentimento e alma. Poesia e sofrimento, também. Sentimos com o humano. O social. O irmão. Mas, vejo que passamos, fica apenas o quanto de bom fizemos. Permanecem nossas obras. Parabéns. Francisco.

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