São 6.000 páginas históricas, digitalizadas em alta resolução (300 dpi), em cores, formatos TIFF e JPEG.

Clique na imagem da Flor Diadema para acessar os 6.000 documentos históricos!
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Em 12 de novembro de 2011, conferência em San Diego:
http://sandiegoiso.org/socal-socialism-conference-2011
“Embora estivesse frio e chovendo o dia inteiro, umas 50 pessoas estavam lá do começo ao fim, de várias idades, origens, experiências, etc. A maioria, pelo que vi, participa ativamente de movimentos os mais variados, alguns há vários anos, outros apenas começando. Conheci uns rapazes de uns 18, 20 anos de idade que deram depoimentos interessantes sobre como eles resolveram começar a participar de manifestações e protestos (em resumo, após perceberem que a geração deles está num beco sem saída, pulando de um bico pra outro, sem futuro certo, sem seguro saúde, etc). Situações concretas levando a ações concretas.
Teve um misto de palestras, discussões em grupo, debates, etc. Uma lista de textos sugeridos ao fim da página acima dá um pouco o tom dos assuntos. Felizmente o tom não puxou para o livresco demais (teórico de biblioteca); muitos debates eram calcados diretamente na prática cotidiana dos movimentos (incluindo as participações mais recentes no movimento Occupy Wall Street, mas muitos outros antes desse também). Também achei legal uma certa abertura a considerar a “não-fixidez” de nenhuma teoria; no sentido de que nada é inevitável ou pré-destinado; idéias (Marx, etc) estão aí para serem confrontadas com a prática, ou atualizadas por ela conforme necessário.”
Entrevista concedida por Valdo Ruviaro à TVT, no dia 12.10.2011, em São Paulo.
“Nestes últimos dias 2 e 3 de junho, foram expostos, durante o evento “UFABC para Todos”, uma pequena parcela do material sobre movimentos sociais e sindicais no ABCD doado à universidade”. Continue lendo
Livro sobre a história de Diadema
“Fruto do trabalho dos pesquisadores Valderi Antão Ruviaro e Yara Silvia que, em mais de três décadas de militância em movimentos sociais, sindicais e culturais, reuniram um vasta e rica documentação sobre, principalmente, o perídos de lutas sociais na região do ABC paulista, desde meados da década de 1970 e até os dias atuais. Devido à falta de apoio para a realização desse trabalho, a ideia de produzir um grande livro impresso teve de ser abortada, porém, a versão digital do mesmo foi realizada com sucesso. O livro pode ser encontrado no site mantido por Valdo e Yara, o “Sítio Polêmico: um terreno crítico”. No link abaixo consta uma entrevista dada por Valdo à TvT, falando brevemente sobre o livro.” (…)
Trabalho, identidade e cultura
Este trabalho de estudos culturais para a disciplina Identidade e Cultura (2o. quadrimestre de 2011) pretende aprofundar-se nas noções de cultura e nos processos de identificação dos sujeitos e grupos dentro dos movimentos sociais, sindicais e culturais históricos da Região do ABC paulista nas décadas de 1970, 1980 e 1990.
Para isso, serão realizadas pesquisas documentais e bibliográficas, bem como entrevistas com alguns dos atores deste período tão marcante para a história do ABC.
A pesquisa documental será feita a partir da documentação doada à UFABC pelos pesquisadores e militantes de longa data, Valderi Antão Ruviaro e Yara Silvia, que por mais de três décadas coletaram o material e também participaram ativamente dos movimentos.
(Publicados em 31 de maio/2001, no blog “Movimentos Sociais, Sindicais e Culturais do ABCD”)
A jornalista Maria Angélica Ferrasoli publica, em seu blog “Memória e Sentimento”, a entrevista que fez com Valdo Ruviaro, em 15/5/2011, sobre o trabalho de reconstrução da História de Diadema.
Valdo Ruviaro é entrevistado por Manoel Hélio Alves – dia 26/5/2011 – durante o XI Congresso de História do ABC, em Diadema.
Nos próximos dias 25, 26 e 27 de maio, acontece o XI Congresso de História do Grande ABC (Cultura, Identidade e Memória), em Diadema.
Farei uma comunicação sobre a pesquisa “História de Diadema – 51 anos em 6.000 imagens”. Será no dia 27, próxima sexta-feira, às 10h30 da manhã (Centro Cultural Diadema, rua Graciosa, 300).
Prof. Valderi Antão Ruviaro (Valdo)
Entrevista do Valdo para o programa “Seu Jornal”, TVT – São Paulo/Brasil
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Os 128 anos da morte de Marx
No dia 14 de março de 1883, em Londres, morreu Karl Marx, aos 64 anos. Economista, historiador, sociólogo, filósofo e jornalista, Marx é um destes autores que não podem ser enquadrados em apenas uma área do conhecimento humano. O autor de “O Capital” apresentou ao mundo um estudo aprofundado sobre as origens e a lógica de desenvolvimento do capitalismo. Autor fundador da esquerda moderna, Marx já foi condenado ao esquecimento algumas vezes, mas as repetidas crises do capitalismo sempre renovam o interesse por sua obra.
Neste dia, lembramos sua obra e seu legado publicando o discurso proferido por seu companheiro de reflexão e de militância Friedrich Engels, durante o funeral de Marx (publicado pelo Diário da Liberdade e pelo Portal Luta de Classes, a partir de texto do Arquivo Marxista na Internet):
Discurso de Friedrich Engeles no funeral de Karl Marx
Em 14 de março, quando faltam 15 minutos para as 3 horas da tarde, deixou de pensar o maior pensador do presente. Ficou sozinho por escassos dois minutos, e sucedeu de encontramos ele em sua poltrona dormindo serenamente — dessa vez para sempre.
O que o proletariado militante da Europa e da América, o que a ciência histórica perdeu com a perda desse homem é impossível avaliar. Logo evidenciará-se a lacuna que a morte desse formidável espírito abriu.
Assim como Darwin em relação a lei do desenvolvimento dos organismos naturais, descobriu Marx a lei do desenvolvimento da História humana: o simples fato, escondido sobre crescente manto ideológico, de que os homens reclamam antes de tudo comida, bebida, moradia e vestuário, antes de poderem praticar a política, ciência, arte, religião, etc.; que portanto a produção imediata de víveres e com isso o correspondente estágio econômico de um povo ou de uma época constitui o fundamento a parir do qual as instituições políticas, as instituições jurídicas, a arte e mesmo as noções religiosas do povo em questão se desenvolve, na ordem em elas devem ser explicadas – e não ao contrário como nós até então fazíamos.
Isso não é tudo. Marx descobriu também a lei específica que governa o presente modo de produção capitalista e a sociedade burguesa por ele criada. Com a descoberta da mais-valia iluminaram-se subitamente esses problemas, enquanto que todas as investigações passadas, tanto dos economistas burgueses quanto dos críticos socialistas, perderam-se na obscuridade.
Duas descobertas tais deviam a uma vida bastar. Já é feliz aquele que faz somente uma delas. Mas em cada área isolada que Marx conduzia pesquisa, e estas pesquisas eram feitas em muitas áreas, nunca superficialmente, em cada área, inclusive na matemática, ele fez descobertas singulares.
Tal era o homem de ciência. Mas isso não era nem de perto a metade do homem. A ciência era para Marx um impulso histórico, uma força revolucionária. Por muito que ele podia ficar claramente contente com um novo conhecimento em alguma ciência teórica, cuja utilização prática talvez ainda não se revelasse – um tipo inteiramente diferente de contentamento ele experimentava, quando tratava-se de um conhecimento que exercia imediatamente uma mudança na indústria, e no desenvolvimento histórica em geral. Assim por exemplo ele acompanhava meticulosamente os avanços de pesquisa na área de eletricidade, e recentemente ainda aquelas de Marc Deprez.
Pois Marx era antes de tudo revolucionário. Contribuir, de um ou outro modo, com a queda da sociedade capitalista e de suas instituições estatais, contribuir com a emancipação do moderno proletariado, que primeiramente devia tomar consciência de sua posição e de seus anseios, consciência das condições de sua emancipação – essa era sua verdadeira missão em vida. O conflito era seu elemento. E ele combateu com uma paixão, com uma obstinação, com um êxito, como poucos tiveram. Seu trabalho no ‘Rheinische Zeitung’ (1842), no parisiense ‘Vorwärts’ (1844), no ‘Brüsseler Deutsche Zeitung’ (1847), no ‘Neue Rheinische Zeitung’ (1848-9), no ‘New York Tribune’ (1852-61) – junto com um grande volume de panfletos de luta, trabalho em organização de Paris, Bruxelas e Londres, e por fim a criação da grande Associação Internacional de Trabalhadores coroando o conjunto – em verdade, isso tudo era de novo um resultado que deixaria orgulhoso seu criador, ainda que não tivesse feito mais nada.
E por isso era Marx o mais odiado e mais caluniado homem de seu tempo. Governantes, absolutistas ou republicanos, exilavam-no. Burgueses, conservadores ou ultra-democratas, competiam em caluniar-lhe. Ele desvencilhava-se de tudo isso como se fosse uma teia de aranha, ignorava, só respondia quando era máxima a necessidade. E ele faleceu reverenciado, amado, pranteado por milhões de companheiros trabalhadores revolucionários – das minas da Sibéria, em toda parte da Europa e América, até a Califórnia – e eu me atrevo a dizer: ainda que ele tenha tido vários adversários, dificilmente teve algum inimigo pessoal.
Seu nome atravessará os séculos, bem como sua obra!
18 de março de 1883
Fonte: Agência Carta Maior. Publicado em 14/03/2011. Disponível em http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17543
E: http://www.marxists.org